Geralmente, quando um trabalho artístico está na posse de alguém — seja por aquisição ou presente — essa pessoa toma todos os cuidados possíveis para preservá-lo: evitar amassar, sujar, acumular poeira, molhar ou expô-lo diretamente à luz solar.
Mas por que não criar uma gravura pensada intencionalmente para receber intervenções?
A serigrafia, por natureza, gera obras sutilmente diferentes umas das outras. Essa é a graça desse método.
Mas e se fôssemos além? E se cada pessoa pudesse customizar sua impressão como quisesse?
Não! Mais do que isso...
E se essa customização ocorresse de forma coletiva? Se a pessoa que está com a gravura convidasse quem admira, quem a inspira ou quem caminha junto, para intervir também?
Assim, a impressão quase padronizada se transforma em um memorial de vivências, histórias ou rolês — nenhum igual ao outro. Cada uma com diferentes mãos co-laborando.
































